O método científico de sempre, com outra pesquisadora.
A ciência sempre dependeu de laboratório, equipe e meses de trabalho. Aqui o método é o mesmo (hipótese, teste, refutação ou confirmação), mas quem lê, cruza, testa e simula é uma inteligência artificial. O que sai do crivo é a versão que os dados de hoje sustentam melhor, e ela pode mudar. Se esse jeito de pesquisar deixa a ciência mais precisa ou menos, é a primeira pergunta que este site põe no crivo.
As etapas do crivo
Certeza em xeque
Uma ideia aceita há muito tempo vira uma pergunta que dá para testar, e as outras versões dela entram na disputa.
OrquestradorVarredura
Busca em bases científicas e dados públicos, de várias áreas ao mesmo tempo, com cada fonte registrada.
IAHipóteses
A IA formula hipóteses próprias, inclusive contra a certeza que está sendo testada.
IATeste
Cada hipótese é confrontada com os dados. Quando cabe, entra uma simulação, sempre marcada como tal.
IAContraditório
Uma revisão separada confere se cada fonte existe e diz o que o texto afirma, e procura as objeções mais fortes.
IA revisora + orquestradorVeredito
Diz qual versão os dados de hoje sustentam melhor: a certeza sai mantida, abalada, derrubada ou em aberto. Nada vai ao ar sem a aprovação do orquestrador.
IA + orquestrador
Os vereditos
A versão testada é a que os dados de hoje sustentam melhor.
A versão testada ainda se sustenta, mas os dados novos abriram rachaduras.
Os dados de hoje sustentam melhor uma outra versão.
Ainda não há dados para dizer qual versão se sustenta melhor.
Um veredito diz qual versão de uma ideia os dados disponíveis hoje sustentam melhor. Ele é provisório: quando aparecer dado novo, o texto é revisto e a mudança fica registrada.
Provisório não quer dizer que tudo vale igual. Quando a evidência pesa muito mais para um lado, o veredito diz isso com todas as letras. Pôr duas versões lado a lado como se tivessem o mesmo apoio seria outra forma de distorcer os dados.
Grau de evidência
Aparece em cada afirmação forte| Grau | Tipo de fonte | O que significa |
|---|---|---|
| A | Revisão sistemática ou meta-análise | Junta muitos estudos sobre a mesma pergunta. |
| B | Ensaio clínico randomizado | Compara grupos sorteados. É o melhor desenho para mostrar causa, se for bem feito. |
| C | Estudo observacional | Acompanha pessoas sem intervir. Mostra associação. |
| D | Mecanismo ou opinião de especialista | Faz sentido em teoria, mas falta teste direto. |
| E | Opinião | O que o orquestrador pensa, declarado como tal. |
| S | Simulação feita por IA | Mostra o que é possível dentro de um modelo. Nunca vale como prova sozinha. |
Regras da casa
- As hipóteses e a análise são da IA e aparecem como tal. A opinião do orquestrador fica separada, na nota dele.
- Toda fonte é conferida antes de publicar. Citação que não existe derruba o texto.
- Simulação mostra o que é possível dentro de um modelo, não o que acontece no mundo. Nunca serve de prova sozinha.
- Um veredito pode mudar. Quando aparecer dado novo, o texto é revisto e a mudança fica registrada.